terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
À conversa com... Júlio Magalhães
Júlio Magalhães - testemunho
Testemunho de Júlio Magalhães sobre a sessão À conversa com... na passada sexta-feira, dia 8 de Abril.
sábado, 9 de abril de 2011
Sala cheia com...
... Júlio Magalhães, jornalista e romancista, autor d' "Os RETORNADOS - Um Amor Nunca se Esquece", de "Um Amor em Tempo de Guerra" e de "Longe do Meu Coração", aqui em dois modestos registos fotográficos, ontem à noite, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.
Houve palmas, comoção, risos e até um ligeiro bruaá. Pessoalmente, gostei bastante. Foram umas horas muito agradáveis, ou não tivéssemos estado na presença de alguém que é especialista na arte da comunicação.
Paulo Correia
A Passarada
Ver a grande gaiola branca cheia é muito agradável, ainda mais, por causa desse objecto obsoleto – o livro. A Passarada esteve presente, ouviu e registou o que ouviu e foi mais fotografada do que nunca. Gostei! Aprendi muito, e estas coisas são boas quando se aprende alguma coisa. Aprendi como se escreve um livro, que passos têm de ser dados, a regularidade com que o devemos fazer, etc. E esta cabecita já cansada, recolheu seu ninho cheio de ideias, que lhe afastaram o sono, com tanta agitação. E se escrevesse um livro? Que bom seria ter tanta gente à minha volta! Ideias tenho; sei escrever com alguma facilidade, colocar vírgulas e consultar o dicionário para distribuir umas palavras mais difíceis de tempos a tempos; ainda não estou completamente coca para confundir as personagens e manter alguma coerência; posso sempre aproveitar o que li noutros sítios e, para o lançamento, A Passarada ajuda. Posso contar convosco, não é verdade? Não quero escrever muito Canal 2, não quero escrever light, arrisco-me, com tanta facilidade e ilusão, é a ser ultra-leve…
De uma coisa vim de lá com toda a certeza – não gosto mesmo de Morangos com açúcar…
As bicadas ternas da vossa
Escrevedeira
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Permito-me publicar uma pequena fotografia, tirada meio à sorrelfa, da sala de trabalho do Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.
Claramente mais bem instalados do que aqueles que o próximo convidado d' "À conversa com...", Júlio Magalhães, tentou retratar (homenagear?) no seu romance - vide anteriores postagens -, até porque estamos numa casa do Siza (!) (pois, com esta afinidade que ele, através da sua obra, quase nos impõem).
O trabalho de casa para a próxima sexta-feira, esse, está feito. Aguardo com uma certa expectativa a visita deste jornalista-escritor. Espero ficar a pensar dele tão bem como penso, desde há muito, desse outro escritor-jornalista-e-sobretudo-epicurista que nos visitou em Março, José Francisco Viegas. Fica também aqui uma lembrança desse dia.
Um abraço,
Paulo Correia
domingo, 3 de abril de 2011
Talvez se tenham cruzado por lá...
O livro conta a história de Joaquim desde a vida dura e miserável numa aldeia perdida de Portugal dos anos sessenta até à imposição pelo Presidente da República da condecoração por altos serviços prestados à pátria, quarenta anos depois. Pelo meio há verdadeiras histórias de heroísmo, desencanto e perseverança. A primeira história de heroísmo vive-a durante o “salto”, um episódio tão traumatizante que só muitas décadas depois consegue falar sobre ele: “Acho que durante o mês que durou a viagem perdi a inocência com que saí de casa e me tornei homem.” Chegado, finalmente, a França, à terra das oportunidades e da abundância, foi um rude golpe desferido nos seus sonhos, aquilo com que se deparou e, “com os pés enterrados na lama […] não conseguiu disfarçar a desilusão. […] Depois de um mês de viagem, o corpo marcado pela fome e pelo cansaço, chegava finalmente ao seu destino. À sua frente tinha Champigny-Sur-Marne”, a terra dos sonhos e das oportunidades. […] Mas o que via […] era um cenário de total desolação.” O bidonville, a capital de Portugal em França, afinal era isto. Recomposto do murro da desilusão lançou-se ao trabalho: havia um sonho para cumprir. Custasse o que custasse chegaria lá.
Ao ler o romance vieram-me à memória dois nomes.
O primeiro, Jean Loup Passek, cineasta, fundador do festival de cinema de La Rochelle e programador do Centro George Pompidou que realizou um dia, já lá vão cerca de quarenta anos, um documentário sobre a presença dos emigrantes portugueses em França. Na altura travou conhecimento com um casal de trabalhadores portugueses que por lá labutavam. Daí a ter sido por eles convidado para passar férias em Portugal foi um passo. Passek aceitou o convite e eis que rumam a Portugal à terra dos emigrantes – Melgaço. O cineasta ficou encantado. Comprou casa por cá e não mais se desligou da Vila. Em agradecimento pela forma como foi recebido pelos portugueses doou à pequena vila de Melgaço um dos maiores espólios de artefactos cinematográficos que alguém conseguiu reunir, espólio esse que era disputado por grande parte dos países da Europa.
O segundo é Gerald Bloncourt , haitiano de nascimento, que um dia foi expulso do seu país por razões políticas e que em França tão bem retratou aqueles que, ainda que por razões diversas, foram também expulsos do seu país: os emigrantes portugueses.
A história não o diz mas imagino o Joaquim, na Rua Dunkerque, a cruzar-se vezes sem conta com Passek e aquela parafernália de fios, luzes, câmaras, carris e sombrinhas com que as tribos dos cineastas se fazem acompanhar para todo o lado, ou então a ser captado pela câmara de Bloncourt, lá ao longe, com o sfumato da neblina a diluir-lhe os contornos para que passe incógnito pela lama do bidonville.
carlos ponte
Ao ler o romance vieram-me à memória dois nomes.
O primeiro, Jean Loup Passek, cineasta, fundador do festival de cinema de La Rochelle e programador do Centro George Pompidou que realizou um dia, já lá vão cerca de quarenta anos, um documentário sobre a presença dos emigrantes portugueses em França. Na altura travou conhecimento com um casal de trabalhadores portugueses que por lá labutavam. Daí a ter sido por eles convidado para passar férias em Portugal foi um passo. Passek aceitou o convite e eis que rumam a Portugal à terra dos emigrantes – Melgaço. O cineasta ficou encantado. Comprou casa por cá e não mais se desligou da Vila. Em agradecimento pela forma como foi recebido pelos portugueses doou à pequena vila de Melgaço um dos maiores espólios de artefactos cinematográficos que alguém conseguiu reunir, espólio esse que era disputado por grande parte dos países da Europa.
O segundo é Gerald Bloncourt , haitiano de nascimento, que um dia foi expulso do seu país por razões políticas e que em França tão bem retratou aqueles que, ainda que por razões diversas, foram também expulsos do seu país: os emigrantes portugueses.
A história não o diz mas imagino o Joaquim, na Rua Dunkerque, a cruzar-se vezes sem conta com Passek e aquela parafernália de fios, luzes, câmaras, carris e sombrinhas com que as tribos dos cineastas se fazem acompanhar para todo o lado, ou então a ser captado pela câmara de Bloncourt, lá ao longe, com o sfumato da neblina a diluir-lhe os contornos para que passe incógnito pela lama do bidonville.
carlos ponte
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