terça-feira, 3 de janeiro de 2012

À conversa com... Maria João Ruela

Dia 12 de Janeiro, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar À conversa com... Maria João Ruela, a propósito do seu livro intitulado "Viagens contadas".



A Autora



Licenciou-se em Comunicação Social, tendo iniciado a sua carreira profissional como copy, na área da publicidade. Trabalhou também como freelancer para alguns jornais e revistas e em 1992, integrou a equipa fundadora da SIC - Sociedade Independente de Comunicação como jornalista estagiária. Fez parte das equipas de Praça Pública e Casos de Polícia e integrou a editoria de sociedade, onde acompanhou sobretudo as áreas de Justiça e da Administração Interna. Pivot desde 1998 e coordenadora de informação desde 2005, assume desde 2007 as funções de editora executiva na redacção da estação de Carnaxide. Em 2003 foi baleada numa perna, no Iraque, quando acompanhava a missão da GNR no país, um acidente que lhe deixou algumas limitações físicas, que nem por isso a demovem de fazer uma das coisas de que mais gosta, que é viajar. No livro Viagens Contadas, descreve algumas das suas viagens de aventura, a destinos como a Patagónia, o Nepal, Marrocos e Noruega, entre outros.



O Livro



«As montanhas são sempre tristes e gélidas antes de o nascer do sol. A neve sem luz exala um desconforto frio, que dá vontade de fugir em vez de me aproximar. Foi assim que olhei, pela primeira vez, para as pirâmides sentinela dos Annapurnas, massas gigantes de neve e gelo (…)»

Maria João Ruela viaja sempre com um caderno de notas na mochila. O seu bem mais preciso. É aí que vai anotando tudo o que os olhos registam, lugares que encontra perdidos no mapa e que lhe marcam a alma, paisagens que a deixam sem fôlego, o preço de um café em determinado canto do Mundo, o nome de um vinho que acompanha uma refeição especial, as pessoas com que se cruza, as palavras trocadas. Cada uma das suas viagens, feitas sem guia, ao sabor da vontade e da curiosidade, tem personagens próprias, cheiros e sabores, sentimentos e emoções. Convidamo-lo a viajar ao longo destas páginas para conhecer Juana, uma mulher bonita e vistosa, que em Punta Arenas, Chile, aluga 12 quartos decorados em estilo art noveau e serve cafés a viajantes perdidos. Armad, o pastor que apareceu no meio dos Pirenéus, como um autêntico salvador, quando se abatia um autêntico dilúvio de proporções bíblicas. A Xana e o Nuno companheiros de viagem em autocaravana pela Noruega. Ou, Porter, um rapaz de pele escura e cabelo liso sem jeito, um aspirante a guia que, no Nepal, se tornou carregador e companheiro de esforço.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

À conversa com... Jacinto Lucas Pires

Dia 9 de Dezembro, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar À conversa com... Jacinto Lucas Pires, a propósito do seu livro intitulado "O verdadeiro ator".




O Livro

"Não há nem um gesto, a mínima sugestão de violência. Só o peso da multidão portuguesa, de braços para baixo, corajosos ombros contra as portadas institucionais. Nem uma palavra mais dura sequer, apenas uns milhares, um milhão, de almas usando o peso da maneira mais sóbria. Ombros, testas, coxas, imaginem. Começa.»



O Autor

Escritor português, nascido em 1974, no Porto, filho do ilustre professor universitário Francisco Lucas Pires (que nos legou alguns textos ensaísticos de reconhecido valor).

Prosseguindo os passos do seu pai, no gosto pela escrita, Jacinto Lucas Pires publicou, em 1996, o seu primeiro livro, um livro de contos intitulado "Para Averiguar do seu Grau de Pureza".
Descoberta esta faceta, a imaginação criativa não lhe deu mais tréguas, sendo já muitos e diversificados os títulos editados, em género narrativo, dramático e a crónica.

Jovem determinado e confiante, Jacinto Lucas Pires direcciona a sua actividade criativa ficcional em vários sentidos, escrevendo também o argumento da curta-metragem "É Só um Minuto", realizado por Pedro Caldas, e realizando ele próprio, em 1999, a curta-metragem "Cinemamor". Como cronista, é responsável por uma crónica (...)


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Impressão deixada pelo escritor Mário Cláudio

 Impressão deixada pelo escritor Mário Cláudio na sequência da conversa realizada, no dia 18 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Revista OS MEUS LIVROS

Destaque na agenda da revista OS MEUS LIVROS , n.º 104, de Novembro 2011, da conversa com o escritor Mário Cláudio.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

À conversa com... Mário Cláudio

Dia 18 de Novembro, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar À conversa com... Mário Cláudio, a propósito do seu livro intitulado "Tiago Veiga: uma biografia".




O Autor

Escritor português, de nome verdadeiro Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de novembro de 1941, no Porto. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se diplomou também como bibliotecário-arquivista, e master of Arts em biblioteconomia e Ciências Documentais pelo University College de Londres, revelou-se como poeta com o volume Ciclo de Cypris (1969). Tradutor de autores como William Beckford, Odysseus Elytis, Nikos Gatsos e Virginia Woolf, foi, porém, como ficcionista que mais se afirmou.
Publicou com o nome próprio, uma vez que "Mário Cláudio" é pseudónimo, um Estudo do Analfabetismo em Portugal, obra que reúne a sua tese de mestrado e uma comunicação apresentada no 6.° Encontro de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Portugueses, em 1978. Colaborador em várias publicações periódicas, como Loreto 13, (...)





O livro

Tiago Veiga cresceu numa aldeia do Alto Minho em 1900, e nesse mesmo lugar viria a morrer em 1988. Bisneto pelo lado paterno de Camilo Castelo Branco, e só de muito poucos conhecido ainda, Veiga protagonizaria uma singularíssima aventura poética na história da literatura portuguesa. Apesar de se ter manifestado quase sempre refractário à publicação dos seus escritos, e mais ou menos arredio dos movimentos da chamada «vida literária», não falta quem comece a saudar em Tiago Veiga a incontestável originalidade de uma voz, e o poderio impressionante que lhe assiste.
A sua biografia, redigida aqui por Mário Cláudio que o conheceu pessoalmente, não deixará de configurar de resto matéria de suplementar interesse pela relevância das figuras com que Veiga se cruzou, e entre as quais se destacam poetas como Jean Cocteau e Fernando Pessoa, Edith Sitwell e Marianne Moore, Ruy Cinatti e Luís Miguel Nava, políticos como Bernardino Machado e Manuel Teixeira Gomes, pensadores como Benedetto Croce, e até simples ornamentos do mundanismo internacional como a milionária Barbara Hutton. A isto acrescerá a crónica de um longo percurso de viajante civilizado, e testemunha de vários acontecimentos significativos do seu tempo, o que, tudo junto imprimiria à sua existência, neste livro minudentemente relatada por Mário Cláudio, uma vigorosa espessura romanesca.
A obra de Tiago Veiga, da qual se publicariam postumamente três títulos apenas, e nem sequer os de maior importância, ficará a partir de agora mais aberta à curiosidade do grande público.
Bisneto de Camilo Castelo Branco, e autor de uma obra poética fragmentária, mas originalíssima, Tiago Veiga (1900-1988) constitui caso singular na literatura portuguesa. Europeu por vocação, e interlocutor de Fernando Pessoa, Edith Sitwell, Jean Cocteau, W. B. Yeats, Benedetto Croce, José Régio, Marianne Moore, ou Luís Miguel Nava, o homem aqui biografado ficará certamente como invulgar testemunha do século em que viveu.