segunda-feira, 23 de abril de 2012

TODOS OS LIVROS


- Qual é o teu favorito?
- Não tenho um favorito. Não há livros separados de outros. Todos os livros que falam do mar, desde a Odisseia até ao último romance de Patrick O’Brian, estão interligados, como uma biblioteca.
- A biblioteca de Borges…
- Não sei. Nunca li nada desse Borges. Mas é verdade o que digo, que o mar se parece com uma biblioteca.
Arturo Pérez Reverte, “O cemitério dos barcos sem nome

segunda-feira, 16 de abril de 2012

À conversa com... MIA COUTO

Dia 4 de Maio, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal, vamos estar À conversa com... Mia Couto, a propósito do lançamento em Viana do Castelo do seu mais recente livro intitulado "A confissão da leoa".


Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século xx), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999  e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém, o seu último romance, foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama.
Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. A Confissão da Leoa é o seu mais recente livro.

A confissão da leoa

Sinopse
Um acontecimento real – as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique – é pretexto para Mia Couto escrever um surpreendente romance. Não tanto sobre leões e caçadas, mas sobre homens e mulheres vivendo em condições extremas. Como afirma um dos personagens, «aqui não há polícia, não há governo, e mesmo Deus só há às vezes». E a Confissão da Leoa, através da versão de Mariamar, habitante da aldeia de Kulumani, e do diário de Gustavo Baleiro, o caçador contratado para matar os leões – os dois narradores desta história – vai expondo diante dos nossos olhos como a guerra, a fome, a superstição, podem transformar os homens em animais selvagens: «foi a vida que a desumanizou. Tanto a trataram como um bicho que você se pensou um animal». Sobre e contra este pano de fundo ergue-se uma extraordinária figura de mulher – Mariamar.
A Confissão da Leoa é bem um romance à altura de Terra Sonâmbula e Jesusalém, já conhecidos do leitor português.

sábado, 7 de abril de 2012

BOA PÁSCOA

Apesar da troika insensível e do Passos charlatão; apesar dos sábios da John Hopkins que querem acabar com o calendário e dos de Cambridge a jurar que a última ceia, afinal, foi a uma quarta, apesar de todas estas luminárias em conluio, conspirando contra mim, amanhã, o primeiro domingo após a primeira lua cheia depois do equinócio da primavera, mantendo-me fiel à tradição judaico cristã cá de casa, juntar-nos-emos à volta do cabrito.
Boa Páscoa.
carlos ponte

segunda-feira, 2 de abril de 2012

À conversa com... Maria Teresa Horta

Impressão deixada pela escritora Maria Teresa Horta a propósito da conversa realizada, no dia 30 de Março, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, à volta do seu livro "As Luzes de Leonor".


Fotos da conversa com Maria Teresa Horta

No dia 30 de Março, a conversa com Maria Teresa Horta foi assim:








quarta-feira, 21 de março de 2012

DIA DA POESIA

   Embora seja um poema muito conhecido, nesta altura conturbada em que se pensa pouco e menos se dá a nossa opinião, principalmente quando estamos em minoria, um poema que Sophia de Mello Breyner Andresen dedicou a Franciso Sousa Tavares:

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Isabel Campos

terça-feira, 20 de março de 2012

RECOMENDA-SE...

     Duas recomedações para hoje:

    Saiu, já em 2008, a Primeira antologia de micro-ficção portuguesa, com textos muito pequenos, mas interessantíssimos. Apenas um cheirinho do que podem encontrar:

    Injustiças da vida
    Desde criança que o seu sonho era ser assassino profissional. Acabou por se matar na adolescência com um tiro na cabeça, ainda por cima de borla. Um final trágico que ceifou uma carreira promissora.

   O primeiro amor
   Com o passar dos anos, o ursinho de peluche foi trocado por um lego, o lego foi trocado por um livro, o livro foi trocado por uma consola, a consola foi trocada pelo primeiro amor, o primeiro amor foi trocado por uma mulher, a mulher foi trocada pelos filhos, os filhos foram trocados pelo trabalho, o trabalho foi trocado pela solidão, a solidão foi trocada pelo ursinho de peluche. Um homem regressa sempre ao seu primeiro amor.

  2ª recomemdação - Carlos vaz Marques, na TSF, de segunda a sexta, às 09h50, 14h50 e 18h50, O livro do dia. Para ouvir e ler.

Isabel Campos