As fotos da conversa com a escritora Inês Pedrosa no dia 25 de Janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
À conversa com... Inês Pedrosa
Dia 25 de Janeiro, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos conversar com... Inês Pedrosa, a propósito do livro "Dentro de ti ver o mar".
A
Autora
Inês Pedrosa (n. 1962) é licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou em vários jornais ("O Jornal", "JL", "O Independente", "Expresso") e revistas ("Marie Claire", de que foi directora durante 3 anos e "Ler"). O seu primeiro romance, "A instrução dos amantes", foi publicado em 1992, e nele traçava as estratégias da vida adulta sobre um microcosmos de adolescentes suburbanos. Cinco anos mais tarde surgiu "Nas tuas mãos", onde a autora nos leva a imaginar o Portugal das últimas décadas, através das emoções das três protagonistas, três mulheres (avó, mãe e filha) que cruzam destinos e memórias que atravessam o século XX. Outras obras publicadas: “Fazes-me falta” (2002); “A menina que roubava gargalhadas” (2002); “Fica comigo esta noite”, contos (2003); “Carta a uma amiga”, com Maria Irene Crespo (2005); “Do grande e do pequeno amor”, com Jorge Colombo (2006); “A eternidade e o desejo” (2007); “Os íntimos” (2010).
Inês Pedrosa (n. 1962) é licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou em vários jornais ("O Jornal", "JL", "O Independente", "Expresso") e revistas ("Marie Claire", de que foi directora durante 3 anos e "Ler"). O seu primeiro romance, "A instrução dos amantes", foi publicado em 1992, e nele traçava as estratégias da vida adulta sobre um microcosmos de adolescentes suburbanos. Cinco anos mais tarde surgiu "Nas tuas mãos", onde a autora nos leva a imaginar o Portugal das últimas décadas, através das emoções das três protagonistas, três mulheres (avó, mãe e filha) que cruzam destinos e memórias que atravessam o século XX. Outras obras publicadas: “Fazes-me falta” (2002); “A menina que roubava gargalhadas” (2002); “Fica comigo esta noite”, contos (2003); “Carta a uma amiga”, com Maria Irene Crespo (2005); “Do grande e do pequeno amor”, com Jorge Colombo (2006); “A eternidade e o desejo” (2007); “Os íntimos” (2010).
Publicou
ainda uma magnífica "Fotobiografia de José Cardoso Pires", e os
livros "20 Mulheres para o Século XX" e "Poemas de Amor
(antologia de poesia portuguesa)", que seleccionou, organizou e prefaciou,
ambos editados por Publicações D. Quixote; “Anos Luz: trinta conversas para
celebrar o 25 de Abril” (2004); “Crónica Feminina” (2005); e “No coração do
Brasil – seis cartas de viagem ao padre António Vieira” (2008).
“Dentro
de ti ver o mar” é o seu mais recente romance.
O Livro
Dentro
de ti ver o mar. A frase era dele, e dissera-a sem sequer gaguejar. Dentro dela
Gabriel perdia completamente a gaguez. A frase era dele e agora Rosa esperava
que viesse reivindicar-lha. Era esse o seu engenho emancipatório. Dessa frase
que não lhe pertencia surgira uma letra de fado e o sucesso da fadista, numa
Lisboa saturada de novos heróis do fado. Procissões de artistas despontavam
diariamente para o anonimato. O fracasso subia-lhes à cabeça.
A
vida da fadista Rosa, que procura o pai que nunca conheceu, cruza-se com a de
Farimah, que escapa ao fado desenhado pelo pai, e com a de Luísa, que não teve
mãe e ofereceu a filha. A história de três mulheres desobedientes e de como
cada uma delas encontra a sua própria voz.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
ENQUANTO O PRÓXIMO CONVIDADO NÃO CHEGA
«Desenhámos com um graveto na areia molhada a viagem de Ulisses: navegara pelo Mediterrâneo, ultrapassando o Estreito de Gibraltar (Colunas de Hércules, diziam os antigos), contornando um pedaço do sul da Ibéria, passando pelo que depois seria o Algarve. Subiria ao longo da costa, talvez aportasse no que depois seria Alcácer do Sal ou logo a seguir no porto de Setúbal, chegaria a Lisboa, entraria a barra, subiria o rio desde a foz até ao Mar da Palha, onde o rio ainda salgado se espraia como um pequeno mar interior, que lhe lembraria o Mediterrâneo. E antes ou depois (mas provavelmente antes) de dar a esse lugar aprazível o seu nome, Ulisseum, teria navegado diante de Setúbal até Tróia, que então, na ausência do posterior assoreamento, ainda seria uma ilha.»
Enquanto o próximo convidado não chega folheemos de novo “A Cidade de Ulisses”. O último livro de Teolinda Gersão é, também, um livro de viagens, um livro de muitas viagens. Das viagens de Ulisses da guerra de Tróia ao regresso a Ítaca, das viagens de «um pequeno país de 89 mil quilómetros quadrados [que] colocou padrões de pedra, símbolo da sua presença e do seu domínio, numa área vastíssima do planeta […] do Atlântico ao Índico e ao Pacífico» e que malbaratou uma e outra vez as riquezas incomensuráveis que ia obtendo e é também uma viagem por Lisboa pela Ulisseum de Ulisses, «transformada depois em Olisipo através de uma etimologia improvável.» Uma viagem não de turista, uma viagem de viajante porque «o turista vai à procura de lugares para fugir de si próprio, da rotina, do stress, da infelicidade, do tédio, da velhice, da morte. Vê os lugares onde chega apenas de relance e não fica a conhecer nenhum, porque logo os troca por outros e foge para mais longe. O viajante vai à procura de si, noutros lugares que fica a conhecer profundamente porque nenhum esforço lhe parece demasiado e nenhum passo excessivo, tão grande é o desejo de se encontrar. As agências de viagens e os turistas só se interessam, obviamente, pelas cidades reais. Os viajantes referem as cidades imaginadas. Com sorte, conseguem encontrá-las. Ao menos uma vez na vida.»
Enquanto o próximo convidado não chega, dizia, deliciemo-nos com esta outra maravilhosa viagem por Lisboa.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Teolinda Gersão
Reproduzimos aqui a opinião da escritora Teolinda Gersão a propósito da conversa realizada no passado dia 23 de Novembro na Biblioteca Municipal.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
À conversa com... Teolinda Gersão
Dia 23 de novembro, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos conversar com... Teolinda Gersão, a propósito do livro "A Cidade de Ulisses".
A Autora
Escritora portuguesa, nascida em
1940, formada em Filologia Germânica em Coimbra. Doutorada em 1976 e professora
catedrática da Universidade Nova de Lisboa, foi leitora de Português na
Universidade de Berlim e assistente na Faculdade de Letras de Lisboa. Autora de
vários trabalhos de crítica literária, recebeu duas vezes o prémio de ficção
PEN Clube, atribuído ao seu livro de estreia, O Silêncio, em 1981, e ao romance
O Cavalo de Sol, em 1989. Foi também galardoada com o Grande Prémio da
Associação Portuguesa de Escritores em 1995 e, na Roménia, com o Prémio de
Teatro Marele do Festival de Bucareste (adaptação da obra ao teatro) com o
romance A Casa da Cabeça de Cavalo. Em maio de 2003, o seu livro Histórias de
Ver e Andar foi galardoado com o Grande Prémio do Conto 2002 Camilo Castelo
Branco, da Associação Portuguesa de Escritores. A ficção de Teolinda Gersão
desenvolve, na escrita contemporânea, uma poética romanesca original, abrindo a
narração, a que o respeito pelas categorias de espaço, tempo, personagens,
intriga confere certa verosimilhança, a uma irradiação de sentidos que decorre
de um metaforismo assumido de forma estrutural pela narrativa. Não que as
personagens e as suas relações, os temas ou os seres se reduzam a um carácter
alegórico: o que ressalta é que por detrás da "história" estão em
conflito pulsões humanas universais, frequentemente centradas sobre a dinâmica
dos opostos (homem/mulher, caos/cosmos, racionalidade/loucura, entre outros). A
ilusão da transparência, obtida por uma ordem sintagmática nítida, pela
simplicidade da frase, despojada de tudo o que é acessório, pela redução do
número de personagens, pela simplificação da ação, confere, então, às suas
narrativas o estatuto de uma escrita mítica, cujo objetivo não é a representação,
mas o conhecimento. Ao mesmo tempo, cada uma das suas narrativas, desenvolvendo
até à exaustão algumas metáforas centrais (o cavalo, o teclado, etc.), desfibra
todo o tipo de alienação social e mental subjacente à rutura dos princípios de
harmonia invisível e de unidade íntima do homem com o universo. Como a pianista
(e a romancista) de Os Teclados, Teolinda Gersão, diante de um "mundo
fragmentário" e "indiferente", onde "as pessoas não
formavam comunidades e só havia valores de troca", um "mundo
vazio", persiste em tentar desvendar enigmas, como se a escrita e a
exigência de rigor fossem "a transcendência que restava":
"Aceitar o nada, o mundo vazio. E apesar disso, pensou levantando-se e
sentando-se no banco - apesar disso sentar-se e tocar."
O Livro
Um homem e uma mulher
encontram-se e amam-se em Lisboa. A sua história, que é também uma história de
amor por uma cidade, levará o leitor a percorrer múltiplos caminhos, entre os
mitos e a História, a realidade e o desejo, a literatura e as artes plásticas,
o passado e o presente, as relações entre homens e mulheres, a crise
civilizacional e a necessidade de repensar o mundo.
«Os turistas vão à procura de
lugares para fugirem de si próprios, e logo os trocam por outros e fogem para
mais longe. Os viajantes vão à procura de si noutros lugares, e nenhum esforço
lhes parece demasiado e nenhum passo excessivo, tão grande é o desejo de
chegarem ao seu destino. Com sorte conseguem encontrar a cidade que procuram.
Ao menos uma vez na vida.»
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