sexta-feira, 2 de maio de 2014

À conversa com... Alexandre Quintanilha

No próximo dia 9 de Maio, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos conversar com o cientista Alexandre Quintanilha sobre "Melhoramento Humano, como olhamos para o risco", e falaremos da obra "Frankenstein" de Mary Shelley.


O Cientista

Alexandre Tiedtke Quintanilha nasceu em Lourenço Marques (Maputo) a 9 de Agosto de 1945 e aí completou o ensino secundário.
Obteve o seu B.Sc (Hon) em Física Teórica pela Universidade de Witwatersrand na África do Sul, a mesma que lhe concedeu o grau de PhD em Física do Estado Sólido, em Abril de 1972.
A partir daí, decidiu dedicar-se à Biologia, na Universidade da California, onde permaneceu quase 20 anos..
Em Berkeley, criou o Centro de Estudos Ambientais, e desenvolveu investigação na área do stress.  Esteve intimamente envolvido na criação do novo acelerador de investigação (Advanced Light Source), no lançamento do Human Genome Center at Berkeley e de vários programas doutorais inter-disciplinares.
Como vice-director no Lawrence Berkeley National Laboratory, secção de Energia e Ambiente, e como professor de fisiologia celular e biofísica orientou o trabalho de muitos jovens nestas áreas de investigação.
Vem para Portugal em 1991 como director do Centro de Citologia Experimental da Universidade do Porto e professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).
Criou o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), presidiu durante vários anos ao Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) e dirigiu, durante dez anos, o Laboratório Associado que integrou estes dois institutos. Presidiu durante vários anos ao Conselho de Gestão e Orientação do consórcio I3S-UP (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto), que inclui, para além do IBMC e do INEB , também o IPATIMUP.
Publicou mais de cento e trinta artigos em várias revistas científicas internacionais, foi editor / autor de 6 volumes em áreas da Biologia e Ambiente, foi consultor redactorial da Enciclopédia de Física Aplicada e escreveu dezenas de artigos e relatórios em livros, revistas e jornais de divulgação, sendo ainda coordenador e autor de vários trabalhos nas áreas da Biologia, Ambiente e Física Aplicada. Presentemente, os seus interesses científicos são o stress biológico, o risco e a divulgação da ciência.
Presidiu a inúmeros grupos de trabalho na European Science Foundation (ESF), na Comissão Europeia, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e é membro de várias sociedades cientificas assim como do Conselho para Investigação e Exploração da National Geographic Society.
É membro do President’s Science & Technology Advisory Council da Comissão Europeia, secretário do Conselho dos Laboratórios Associados, presidente do Conselho de Ética para a Investigação Clínica e membro do Conselho Nacional da Procreação Medicamente Assistida e do Conselho Nacional para a Ciência e Tecnologia.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

LIVRO DE TODOS OS DIAS

Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.

José de Almada Negreiros, “A Invenção do Dia Claro



sábado, 19 de abril de 2014

PÁSCOA FELIZ

Torna-se […] cada vez mais urgente subir ao monte, arrancar o Filho do madeiro e trazê-Lo para junto dos outros deuses, porque Ele é divino, e dos outros homens, porque Ele é humano. Para que, depois, reentre, chicote em punho, nos templos […] e varra de vez os bezerros de oiro dos vendilhões […] que andam a matar a dignidade à vida.
Natália Correia in "O Botequim da Liberdade", Fernando Dacosta


quarta-feira, 16 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

No próximo dia 11 de Abril, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal, vamos conversar com o escritor Fernando Dacosta a propósito do seu livro intitulado "O Botequim da Liberdade".


O Autor
 
Ficcionista e autor dramático, formado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, exerceu a actividade profissional de jornalista, na sequência da qual publicou os trabalhos de investigação jornalística Os Retornados Estão a Mudar Portugal (Grande Prémio de Reportagem do Clube Português de Imprensa) e Moçambique, Todo o Sofrimento do Mundo (Prémios Gazeta e Fernando Pessoa). Estreou-se como dramaturgo com Um Jipe em Segunda Mão , peça que, tendo por tema as sequelas da guerra colonial portuguesa, foi distinguida com o Grande Prémio de Teatro da RTP, e editada, em 1983, com o monólogo dramático A Súplica e o diálogo Um Suicídio Sem Importância, volumes a que se seguiriam os trabalhos teatrais Sequestraram o Senhor Presidente (1983) e A Nave Adormecida (1988). Tentado pela maior liberdade de tratamento do espaço e do tempo no registo novelístico, com O Viúvo (Grande Prémio da Literatura do Círculo de Leitores) e Os Infiéis , afirmou-se no domínio da ficção com uma escrita instituída como indagação obsessiva sobre uma portugalidade entrevista num passado recente (O Viúvo ) ou no período dos Descobrimentos (Os Infiéis), e estabelecendo nexos de intertextualidade com outros autores de língua portuguesa que integram ou reflectiram sobre a mitologia do ser português, como Agostinho da Silva, Jaime Cortesão, Antero, Pascoaes, Oliveira Martins, Camões ou Pessoa.

O Livro

A última grande tertúlia de Lisboa - que marcou culturalmente, politicamente várias décadas portuguesas - teve lugar no Botequim, bar do Largo da Graça criado e projectado por Natália Correia.
Nele fizeram-se, desfizeram-se revoluções, governos, obras de arte, movimentos cívicos; por ele passaram presidentes da República, governantes, embaixadores, militares, juízes, revolucionários, heróis, escritores, poetas, artistas, cientistas, assassinos, loucos, amantes em madrugadas de vertigem, de desmesura.
A magia do Botequim tornava-se, nas noites de festa, feérica. Como num iate de luxo, navegava-se delirantemente (é uma viagem assim que neste livro se propõe) em demanda de continentes venturosos, de ilhas de amores a encontrar.
O futuro foi ali, como em nenhuma outra parte do País, festivamente antecipado - nunca houve, nem por certo haverá, nada igual entre nós.

à conversa com... Tiago R. Santos

 
 
Mensagem que nos deixou o escritor Tiago R. Santos