terça-feira, 27 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
À conversa com... Alexandre Quintanilha
No próximo dia 9 de Maio, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos conversar com o cientista Alexandre Quintanilha sobre "Melhoramento Humano, como olhamos para o risco", e falaremos da obra "Frankenstein" de Mary Shelley.
O Cientista
Alexandre
Tiedtke Quintanilha nasceu em Lourenço Marques (Maputo) a 9 de Agosto de 1945 e
aí completou o ensino secundário.
Obteve o
seu B.Sc (Hon) em Física Teórica pela Universidade de Witwatersrand na África
do Sul, a mesma que lhe concedeu o grau de PhD em Física do Estado Sólido, em
Abril de 1972.
A partir
daí, decidiu dedicar-se à Biologia, na Universidade da California, onde
permaneceu quase 20 anos..
Em
Berkeley, criou o Centro de Estudos Ambientais, e desenvolveu investigação na
área do stress. Esteve intimamente envolvido na criação do novo
acelerador de investigação (Advanced Light Source), no lançamento do Human
Genome Center at Berkeley e de vários programas doutorais inter-disciplinares.
Como
vice-director no Lawrence Berkeley National Laboratory, secção de Energia e
Ambiente, e como professor de fisiologia celular e biofísica orientou o
trabalho de muitos jovens nestas áreas de investigação.
Vem para
Portugal em 1991 como director do Centro de Citologia Experimental da
Universidade do Porto e professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel
Salazar (ICBAS).
Criou o
Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), presidiu durante vários anos
ao Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) e dirigiu, durante dez anos, o
Laboratório Associado que integrou estes dois institutos. Presidiu durante
vários anos ao Conselho de Gestão e Orientação do consórcio I3S-UP (Instituto
de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto), que inclui, para
além do IBMC e do INEB , também o IPATIMUP.
Publicou
mais de cento e trinta artigos em várias revistas científicas internacionais,
foi editor / autor de 6 volumes em áreas da Biologia e Ambiente, foi consultor
redactorial da Enciclopédia de Física Aplicada e escreveu dezenas de artigos e
relatórios em livros, revistas e jornais de divulgação, sendo ainda coordenador
e autor de vários trabalhos nas áreas da Biologia, Ambiente e Física Aplicada.
Presentemente, os seus interesses científicos são o stress biológico, o risco e
a divulgação da ciência.
Presidiu a
inúmeros grupos de trabalho na European Science Foundation (ESF), na Comissão
Europeia, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e
é membro de várias sociedades cientificas assim como do Conselho para
Investigação e Exploração da National Geographic Society.
É membro
do President’s Science & Technology Advisory Council da Comissão Europeia,
secretário do Conselho dos Laboratórios Associados, presidente do Conselho de
Ética para a Investigação Clínica e membro do Conselho Nacional da Procreação
Medicamente Assistida e do Conselho Nacional para a Ciência e Tecnologia.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
LIVRO DE TODOS OS DIAS
Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.
José de Almada Negreiros, “A Invenção do Dia Claro”
sábado, 19 de abril de 2014
PÁSCOA FELIZ
Torna-se […] cada vez mais urgente subir ao monte, arrancar o Filho do madeiro e trazê-Lo para junto dos outros deuses, porque Ele é divino, e dos outros homens, porque Ele é humano. Para que, depois, reentre, chicote em punho, nos templos […] e varra de vez os bezerros de oiro dos vendilhões […] que andam a matar a dignidade à vida.
Natália Correia in "O Botequim da Liberdade", Fernando Dacosta
quarta-feira, 16 de abril de 2014
A conversa com o escritor Fernando Dacosta
A impressão deixada pelo escritor Fernando Dacosta sobre a conversa realizada no passado dia 11 de Abril na Biblioteca Municipal:
A conversa com o escritor Fernando Dacosta foi assim...
A conversa com o escritor Fernando Dacosta na Biblioteca Municipal, no passado dia 11 de Abril, foi assim...
segunda-feira, 7 de abril de 2014
No próximo dia 11 de Abril, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal, vamos conversar com o escritor Fernando Dacosta a propósito do seu livro intitulado "O Botequim da Liberdade".
O Autor
Ficcionista e autor dramático, formado em Filologia Românica
pela Faculdade de Letras de Lisboa, exerceu a actividade profissional de
jornalista, na sequência da qual publicou os trabalhos de investigação
jornalística Os Retornados Estão a Mudar Portugal (Grande Prémio de Reportagem
do Clube Português de Imprensa) e Moçambique, Todo o Sofrimento do Mundo
(Prémios Gazeta e Fernando Pessoa). Estreou-se como dramaturgo com Um Jipe em
Segunda Mão , peça que, tendo por tema as sequelas da guerra colonial portuguesa,
foi distinguida com o Grande Prémio de Teatro da RTP, e editada, em 1983, com o
monólogo dramático A Súplica e o diálogo Um Suicídio Sem Importância, volumes a
que se seguiriam os trabalhos teatrais Sequestraram o Senhor Presidente (1983)
e A Nave Adormecida (1988). Tentado pela maior liberdade de tratamento do
espaço e do tempo no registo novelístico, com O Viúvo (Grande Prémio da
Literatura do Círculo de Leitores) e Os Infiéis , afirmou-se no domínio da
ficção com uma escrita instituída como indagação obsessiva sobre uma
portugalidade entrevista num passado recente (O Viúvo ) ou no período dos
Descobrimentos (Os Infiéis), e estabelecendo nexos de intertextualidade com
outros autores de língua portuguesa que integram ou reflectiram sobre a
mitologia do ser português, como Agostinho da Silva, Jaime Cortesão, Antero,
Pascoaes, Oliveira Martins, Camões ou Pessoa.
O Livro
A última grande tertúlia de Lisboa - que marcou
culturalmente, politicamente várias décadas portuguesas - teve lugar no
Botequim, bar do Largo da Graça criado e projectado por Natália Correia.
Nele fizeram-se, desfizeram-se revoluções, governos, obras
de arte, movimentos cívicos; por ele passaram presidentes da República,
governantes, embaixadores, militares, juízes, revolucionários, heróis,
escritores, poetas, artistas, cientistas, assassinos, loucos, amantes em
madrugadas de vertigem, de desmesura.
A magia do Botequim tornava-se, nas noites de festa,
feérica. Como num iate de luxo, navegava-se delirantemente (é uma viagem assim
que neste livro se propõe) em demanda de continentes venturosos, de ilhas de
amores a encontrar.
O futuro foi ali, como em nenhuma outra parte do País,
festivamente antecipado - nunca houve, nem por certo haverá, nada igual entre
nós.
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