terça-feira, 8 de julho de 2014

À conversa com... José Eduardo Agualusa

No próximo dia 11 de Julho, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos conversar com o escritor José Eduardo Agualusa sobre o seu mais recente livro intitulado "A Rainha Ginga".
 
O Livro
 
O novo romance de José Eduardo Agualusa, A Rainha Ginga, conta a vida fantástica  de Dona Ana de Sousa, a Rainha Ginga (1583-1663), cujo título real em quimbundo, "Ngola", deu origem ao nome português para aquela região de África. É a história de uma relação de amor e de combate permanente entre Angola e Portugal, narrada por um padre pernambucano que atravessou o mar e recorda personagens maravilhosos e esquecidos da nossa história - tendo como elemento central a Rainha Ginga e o seu significado cultural, religioso, étnico e sexual para o mundo de hoje.


O Autor

José Eduardo Agualusa nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas.
Escreveu várias peças de teatro: "Geração W", "Aquela Mulher", "Chovem amores na Rua do Matador" e "A Caixa Preta", estas duas últimas juntamente com Mia Couto.
Beneficiou de três bolsas de criação literária: a primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever «Nação crioula», a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante 3 meses e na sequência da qual escreveu «Um estranho em Goa» e a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austauschdienst. Graças a esta bolsa viveu um ano em Berlim, e foi lá que escreveu «O Ano em que Zumbi Tomou o Rio». No início de 2009 a convite da Fundação Holandesa para a Literatura, passou dois meses em Amesterdão na Residência para Escritores, onde acabou de escrever o romance, «Barroco tropical».
Escreve crónicas para a revista LER e para o portal Rede Angola.
Realiza para a RDP África "A hora das Cigarras", um programa de música e textos africanos.
É membro da União dos Escritores Angolanos.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

sexta-feira, 20 de junho de 2014

À conversa com... João Tordo

No próximo dia 27 de Junho, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos conversar com o escritor João Tordo sobre o seu mais recente livro intitulado "Biografia involuntária dos amantes".
 
O Autor
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Formado em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou como jornalista freelancer  em vários jornais. Viveu em Londres e nos Estados Unidos. Em 2001, venceu o Prémio Jovens Criadores na categoria de Literatura e, mais tarde, o Prémio Literário José Saramago 2009 com As Três Vidas (2008), tendo sido finalista, com o mesmo romance, do Prémio Portugal Telecom, em 2011. Com o romance O Bom Inverno, publicado em 2010, foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Fernando Namora; a tradução francesa integrou os finalistas da 6.ª edição do Prémio Literário Europeu. Da sua obra publicada constam ainda os romances: O Livro dos Homens sem Luz (2004),  Hotel Memória (2007),  Anatomia dos Mártires (2011), finalista do Prémio Fernando Namora, e O Ano Sabático (2013). Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália e Brasil. Biografia involuntária dos amantes é o seu sétimo romance.


O Livro

Numa estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali. A visão do animal morto na estrada levará um deles  —Saldaña Paris, um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos — a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida. Instigado pelas confissões desconjuntadas do poeta, o seu companheiro de viagem — um professor universitário divorciado — irá tentar descobrir o que está por trás da persistente melancolia de Saldaña Paris. A viagem de descoberta começa com a leitura de um manuscrito da autoria da ex-mulher do mexicano, Teresa, que morreu há pouco tempo e marcou a vida do poeta como um ferro em brasa. O narrador não poderia adivinhar (porque nunca podemos saber as verdadeiras consequências dos nossos actos) que a leitura desse manuscrito teria o mesmo efeito sobre a sua vida.
As páginas escritas por Teresa revelam a sua adolescência no seio de uma família portuguesa contaminada pela desilusão: um pai ausente e alcoólico, um tio aventureiro e misterioso, uma mãe
demasiado protectora. Mas o que ressalta com maior vivacidade daquelas páginas é o relato enternecedor do seu primeiro amor, ao mesmo tempo que começam a insinuar-se na sua vida realidades grotescas e brutais. Confrontado pela primeira vez com a suspeita dessa terrível possibilidade,  Saldaña Paris mergulha numa depressão profunda. Determinado em libertar o amigo do poder corrosivo do mal, o nosso narrador compõe então, peça a peça, a biografia involuntária dos dois amantes. Uma biografia que passa pelo desvelar do passado, para que este não contamine irremediavelmente o futuro.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

À conversa com... Alexandre Quintanilha

No próximo dia 9 de Maio, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos conversar com o cientista Alexandre Quintanilha sobre "Melhoramento Humano, como olhamos para o risco", e falaremos da obra "Frankenstein" de Mary Shelley.


O Cientista

Alexandre Tiedtke Quintanilha nasceu em Lourenço Marques (Maputo) a 9 de Agosto de 1945 e aí completou o ensino secundário.
Obteve o seu B.Sc (Hon) em Física Teórica pela Universidade de Witwatersrand na África do Sul, a mesma que lhe concedeu o grau de PhD em Física do Estado Sólido, em Abril de 1972.
A partir daí, decidiu dedicar-se à Biologia, na Universidade da California, onde permaneceu quase 20 anos..
Em Berkeley, criou o Centro de Estudos Ambientais, e desenvolveu investigação na área do stress.  Esteve intimamente envolvido na criação do novo acelerador de investigação (Advanced Light Source), no lançamento do Human Genome Center at Berkeley e de vários programas doutorais inter-disciplinares.
Como vice-director no Lawrence Berkeley National Laboratory, secção de Energia e Ambiente, e como professor de fisiologia celular e biofísica orientou o trabalho de muitos jovens nestas áreas de investigação.
Vem para Portugal em 1991 como director do Centro de Citologia Experimental da Universidade do Porto e professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).
Criou o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), presidiu durante vários anos ao Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) e dirigiu, durante dez anos, o Laboratório Associado que integrou estes dois institutos. Presidiu durante vários anos ao Conselho de Gestão e Orientação do consórcio I3S-UP (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto), que inclui, para além do IBMC e do INEB , também o IPATIMUP.
Publicou mais de cento e trinta artigos em várias revistas científicas internacionais, foi editor / autor de 6 volumes em áreas da Biologia e Ambiente, foi consultor redactorial da Enciclopédia de Física Aplicada e escreveu dezenas de artigos e relatórios em livros, revistas e jornais de divulgação, sendo ainda coordenador e autor de vários trabalhos nas áreas da Biologia, Ambiente e Física Aplicada. Presentemente, os seus interesses científicos são o stress biológico, o risco e a divulgação da ciência.
Presidiu a inúmeros grupos de trabalho na European Science Foundation (ESF), na Comissão Europeia, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e é membro de várias sociedades cientificas assim como do Conselho para Investigação e Exploração da National Geographic Society.
É membro do President’s Science & Technology Advisory Council da Comissão Europeia, secretário do Conselho dos Laboratórios Associados, presidente do Conselho de Ética para a Investigação Clínica e membro do Conselho Nacional da Procreação Medicamente Assistida e do Conselho Nacional para a Ciência e Tecnologia.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

LIVRO DE TODOS OS DIAS

Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.

José de Almada Negreiros, “A Invenção do Dia Claro