terça-feira, 28 de abril de 2015

À conversa com... Manuel Alegre

No próximo dia 8 de Maio, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor e poeta Manuel Alegre para comemorarmos o 50.º aniversário da edição do seu livro "Praça da Canção".
 
O Autor
Nasceu a 12 de Maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República de 1995 a 2009 e é actualmente membro do Conselho de Estado.
Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora, Prémio Pessoa, em 1999. O seu livro de poemas, Doze Naus, foi distinguido com o Prémio Dom Dinis.
 
O Livro
Praça da Canção, de Manuel Alegre, há muito ultrapassou as fronteiras da literatura para assumir uma dimensão simbólica ou mesmo mítica. Quando saiu, no início do ano de 1965, há 50 anos, que com esta edição se assinalam, foi também um incisivo retrato de uma «[...] pátria parada / à beira de um rio triste», foi uma bandeira desfraldada e um rastilho de resistência e luta contra a ditadura. Hoje, cerca de quatro décadas depois da profunda mudança da realidade (aparentemente?) na génese da maioria dos seus poemas, e que em parte explica a sua imediata extraordinária repercussão e influência, a Praça da Canção «continua»: sucessivas gerações a leram, ouviram, se calhar cantaram, de certo modo viveram. E isto diz muito, se não tudo.[...]
Os versos de Praça da Canção andaram, desde sempre, de boca em boca, de mão em mão, de coração em coração, em simultâneo singular expressão individual de um poeta e vigorosa voz coletiva de um povo.
(do Prefácio de José Carlos de Vasconcelos)

A conversa com Mário Cláudio foi assim...

 
 







quarta-feira, 15 de abril de 2015

À conversa com... Mário Cláudio

No próximo dia 24 de Abril, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor Mário Cláudio para apresentação do seu mais recente livro intitulado "O Fotógrafo e a Rapariga".

O Autor

Mário Cláudio nasceu no Porto. Ficcionista, poeta, dramaturgo e ensaísta, é formado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado com o Curso de Bibliotecário-Arquivista, da Faculdade de Letras da mesma Universidade, e Master of Arts em Biblioteconomia e Ciências Documentais, pela Universidade de Londres.
É autor de uma vasta e multifacetada obra que abarca a ficção, a crónica, a poesia, a dramaturgia e o ensaio e se encontra traduzida em várias línguas. Foi galardoado com, entre outros, o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio PEN Clube, o Prémio Eça de Queiroz, o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Fernando Namora e o Prémio Pessoa, sendo igualmente titular de várias condecorações nacionais e estrangeiras.

O Livro


Com O Fotógrafo e a Rapariga, conclui Mário Cláudio uma trilogia dedicada às relações entre pessoas de idades muito diferentes, iniciada em 2008 com Boa Noite, Senhor Soares – que recria o microcosmo do Livro do Desassossego, trazendo para a cena um aprendiz que trabalha no mesmo escritório de Bernardo Soares – e continuada em 2014 com Retrato de Rapaz – fascinante relato da vida atribulada de um discípulo no estúdio do grande Leonardo da Vinci.
No presente volume, os protagonistas são o britânico Charles Dodgson, que se celebrizou com o pseudónimo Lewis Carroll com que assinou, entre outros, o clássico Alice no País de Maravilhas, e Alice Lidell, a rapariga que o inspirou, posando provocadoramente para os seus retratos e alimentando as suas fantasias.

quinta-feira, 26 de março de 2015

LUÍS MIGUEL ROCHA (1976 - 2015)



Faleceu hoje o escritor Luís Miguel Rocha, vianense por adopção, que por diversasvezes participou na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo em várias iniciativas culturais, nomeadamente no «À conversa com…». Luís Miguel Rocha nasceu na maternidade Júlio Dinis, no Porto, no dia de São Valentim de 1976. Deram-lhe o nome do avô e de um primo paternos. Passou a infância e a adolescência em Mazarefes, Viana do Castelo.

Frequentou a escola primária de Mazarefes, a Escola Frei Bartolomeu dos Mártires e a Escola de Monte da Ola, completando o ensino secundário na Escola Secundária de Santa Maria Maior. Aos 16 anos escreveu o primeiro capítulo daquele que viria a dar origem, anos mais tarde, aos livros “Um País Encantado” e, posteriormente, publicado com o novo título “A Virgem”. Foi operador de câmara na TVI durante um breve período em que trabalhou na produtora que filmava as missas desse canal. Depois rumou a Londres onde exerceu funções como guionista, tradutor e, por fim, iniciou-se na actividade literária. Começou com “Um País Encantado” em 2005, mas o sucesso internacional chegou com “O Último Papa” que percorreu o mundo e o tornou no primeiro escritor português a ser bestseller do prestigiado Top do New York Times. Seguiu-se o livro “Bala Santa”, “A Mentira Sagrada” e “A Filha do Papa”. Com estes livros liderou também as tabelas de vendas no Reino Unido.

segunda-feira, 23 de março de 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

À conversa com ...Inês Pedrosa

No próximo dia 20 de Março, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com a escritora Inês Pedrosa para apresentação do seu mais recente romance intitulado "Desamparo".

 
A Autora
 
Inês Pedrosa nasceu em 1962. Licenciada em Ciências da Comunicação, iniciou a sua carreira jornalística em O Jornal, passando depois pelas redacções de Jornal de Letras Artes e Ideias, O Independente, Marie Claire e Expresso. Manteve durante anos uma crónica semanal no jornal  Expresso, que foi galardoada, em 2007, com o Prémio Paridade da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Foi directora da Casa Fernando Pessoa entre 2008 e 2014 e, actualmente, é colunista do Sol. Publicou cinco romances: A Instrução dos Amantes (1992),Nas Tuas Mãos (1997, Prémio Máxima de Literatura), Fazes-me Falta ( 2002), A Eternidade e o Desejo (2007)e Os Íntimos (2010, Prémio Máxima de Literatura). Editou também duas novelas fotográficas: Carta a Uma Amiga (2005) e Do Grande e do Pequeno Amor (2006) e o livro de contos Fica Comigo Esta Noite (2003). É também autora da Fotobiografia de José Cardoso Pires (1999), da colectânea de biografias 20 Mulheres para o Século XX(2000) do livro de entrevistas  Anos Luz (2004), do livro de crónicas  Crónica Feminina (2005) da narrativa de viagem  No Coração do Brasil – Seis Cartas ao Padres António Vieira (2008) bem como de dois livros infantis:  Mais Ninguém Tem (1991) e A Menina Que Roubava Gargalhadas(2002). Organizou uma antologia de poesia portuguesa, Poemas de Amor (2001) e uma antologia de contos sobre a Amizade (2006). Estreou-se na dramaturgia em 2005, com a peça 12 Mulheres e Uma Cadela, a que se seguiu, em 2006 a peça Socorro, estou grávida!. A sua obra encontra-se publicada no Brasil, em Espanha, em Itália e na Alemanha. O seu romance A Eternidade e o Desejo foi finalista do Prémio Literário Portugal Telecom.
Desamparo, editado em 2015, é o mais recente romance, mas a autora tem já 22 livros publicados, entre romances, contos, crónicas, biografias e antologias. A sua obra encontra-se publicada no Brasil, em Espanha, em Itália e na Alemanha. Romances (todos publicados pela Dom Quixote): A Instrução dos Amantes, Nas Tuas Mãos (Prémio Máxima de Literatura), Fazes-me Falta, A Eternidade e o Desejo, Os Íntimos (Prémio Máxima de Literatura) e Dentro de Ti Ver o Mar.
 
O Livro
 
A saga de uma mulher, Jacinta Sousa, que foi levada do colo da mãe para o Brasil aos três anos e regressa para a conhecer mais de cinquenta anos depois é o ponto de partida deste extraordinário romance de Inês Pedrosa.
“No Brasil eu sempre fui a Portuguesa; em Portugal, passei a ser a Brasileira".
Numa escrita inteligente, límpida e plena de humor, a autora cria um universo singular, uma aldeia em que se cruzam personagens e histórias de vários continentes.
Emigrações e imigrações de ontem e de hoje, seres solitários e escorraçados que procuram novas formas de vida, enquanto tentam sobreviver à maior depressão económica das últimas décadas.
O amor, a traição, o poder, a inveja, o ciúme, a amizade, o crime, o medo, a vingança e sobretudo a morte atravessam este livro que faz a radiografia do Portugal contemporâneo, num enredo cheio de força e originalidade
 
 

A conversa com Rui Cardoso Martins foi assim...