segunda-feira, 20 de julho de 2015
Conversa com Raquel Ochoa
A conversa do passado dia 18 de julho na Biblioteca Municipal com a escritora Raquel Ochoa foi assim...
segunda-feira, 29 de junho de 2015
À conversa com... Raquel Ochoa
No próximo dia 19 de julho, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com a escritora Raquel Ochoa. Nesta sessão será lançado o seu mais recente livro intitulado "As Noivas do Sultão".
A Autora
Lisboa, 1980. Licenciou-se em Direito. O
seu primeiro romance, A Casa-Comboio, que retrata a saga de uma familia
indo--portuguesa, foi galardoado com o Prémio Literário Revelação Agustina
Bessa-Luis, tendo sido também editado em ltália. Seguiram-se Sem Fim a Vista
— A Viagem, uma obra sobre a luta de um doente cardíaco contra a morte, e Mar
Humano, que decorre nos bastidores da imprensa e que constitui uma reflexão
sobre os desafios do jornalismo que actualmente se pratica. Publicou as
biografias A Infanta Rebelde, uma obra que testemunha o percurso da vida
singular e apaixonante da Infanta D. Maria Adelaide de Bragança, e Bana —
Uma vida a Cantar Cabo Verde, a biografia do famoso cantor e embaixador da
música cabo-verdiana.
Repórter de viagens, é ainda autora de O Vento dos Outros, que resulta de uma jornada de muitos meses por diversos países da América do Sul. No âmbito das «Viagens de Autor» promovidas pela agência Pinto Lopes, dirige grupos em expedições pelo Peru, Bolívia, Cabo Verde ou pela Índia Portuguesa. O resultado das suas inúmeras viagens pode ser lido em www.omundoleseaviajar.blogspot.com.
É colaboradora habitual de diversos jornais e revistas.
O Livro
Em 1793, Marrocos encontrava-se em
guerra. Abdessalam, o filho designado pelo imperador para o suceder, pediu à
sua mulher, à família real e às concubinas que saíssem de Casablanca. A viagem
até Rabat não deveria demorar mais do que dois ou três dias, mas uma tempestade
arrastou as embarcações para o Atlântico. Depois de quase perecer num
naufrágio, a comitiva marroquina chegou à ilha da Madeira e depois aos Açores.
Ali, foi obrigada a aceitar a ajuda de experientes marinheiros portugueses que
a guiou até Lisboa, onde chegou bastante debilitada. Na capital do reino,
mandatado pela rainha D. Maria I, Frei João de Sousa, um prestigiado arabista
membro da Academia das Ciências, mediou os encontros diplomáticos, tornando-se
o homem que mais privou com as princesas marroquinas.
Mas a presença da inusitada comitiva
estendeu-se por mais tempo do que o esperado e dentro do grupo de concubinas
nem todas pareciam querer, afinal, voltar a Marrocos.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
À conversa com... Afonso Reis Cabral
No próximo dia 19 de junho, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor Afonso Reis Cabral para apresentação do seu livro intitulado "O Meu Irmão", vencedor do Prémio Leya 2014.
O Autor
Afonso Reis Cabral nasceu em Lisboa em 1990 e cresceu no
Porto. É o quinto de seis irmãos. Escreve desde os 9 anos. Em 2005 publicou o
livro Condensação, no qual reuniu poemas escritos até aos 15 anos. Publicou
textos em diversos periódicos. Em 2008 ficou em 8.º lugar no 7th European
Student Competition in Ancient Greek Language and Literature, entre mais de
3500 concorrentes de 551 escolas europeias e mexicanas. Foi o único português a
concorrer. É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo recebido o
Premio Mérito e Excelência atribuído ao melhor aluno do curso. Na mesma
instituição fez o mestrado em Estudos Portugueses com a dissertação A Orquestra
Oculta – Os Estudos da Consciência e a Literatura. Foi bolseiro no Centro de
História da Cultura (FCSH-UNL), onde desenvolveu investigação sobre a editora
Romano Torres. Trabalhou como revisor em regime freelance e desempenha actualmente
as funções de editor.
A Obra
Com a morte dos pais, é preciso decidir com quem fica
Miguel, o filho de 40 anos que nasceu com síndrome de Down. É então que o irmão
– um professor universitário divorciado e misantropo – surpreende (e até certo
ponto alivia) a família, chamando a si a grande responsabilidade. Tem apenas
mais um ano do que Miguel, e a recordação do afecto e da cumplicidade que ambos
partilharam na infância leva-o a acreditar que a nova situação acabará por
resgatá-lo da aridez em que se transformou a sua vida e redimi-lo da culpa por
tantos anos de afastamento. Porém, a chegada de Miguel traz problemas
inesperados – e o maior de todos chama-se Luciana.
Numa casa de família, situada numa aldeia isolada do
interior de Portugal, o leitor assistirá à rememoração da vida em comum destes
dois irmãos, incluindo o estranho episódio que ameaçou de forma dramática o seu
relacionamento.
O Meu Irmão, vencedor do Prémio Leya 2014 por unanimidade, é
um romance notável e de grande maturidade literária que, tratando o tema
sensível da deficiência, nunca cede ao sentimentalismo, oferecendo-nos um
retrato social objectivo e muitas vezes até impiedoso.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
À conversa com... Manuel Alegre - CANCELADA -
Por impossibilidade do Escritor a próxima sessão “À Conversa com … Manuel Alegre”, prevista para 8 de maio próximo, será cancelada e adiada para data a anunciar.
terça-feira, 28 de abril de 2015
À conversa com... Manuel Alegre
No próximo dia 8 de Maio, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor e poeta Manuel Alegre para comemorarmos o 50.º aniversário da edição do seu livro "Praça da Canção".
O Autor
Nasceu a 12 de Maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa,
no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 1961 é
mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S.
Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça
da Canção. Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi
vice-presidente da Assembleia da República de 1995 a 2009 e é actualmente
membro do Conselho de Estado.
Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários:
Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio
Fernando Namora, Prémio Pessoa, em 1999. O seu livro de poemas, Doze Naus, foi
distinguido com o Prémio Dom Dinis.
O Livro
Praça da Canção, de Manuel Alegre, há muito
ultrapassou as fronteiras da literatura para assumir uma dimensão simbólica ou
mesmo mítica. Quando saiu, no início do ano de 1965, há 50 anos, que com esta
edição se assinalam, foi também um incisivo retrato de uma «[...] pátria parada
/ à beira de um rio triste», foi uma bandeira desfraldada e um rastilho de
resistência e luta contra a ditadura. Hoje, cerca de quatro décadas depois da
profunda mudança da realidade (aparentemente?) na génese da maioria dos seus
poemas, e que em parte explica a sua imediata extraordinária repercussão e
influência, a Praça da Canção «continua»: sucessivas gerações a leram,
ouviram, se calhar cantaram, de certo modo viveram. E isto diz muito, se não
tudo.[...]
Os versos de Praça da Canção andaram, desde sempre,
de boca em boca, de mão em mão, de coração em coração, em simultâneo singular
expressão individual de um poeta e vigorosa voz coletiva de um povo.
(do Prefácio de José Carlos de Vasconcelos)
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