quarta-feira, 7 de outubro de 2015

À conversa com... Carlos Fiolhais

No próximo dia 23 de outubro, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o cientista Carlos FiolhaisNesta sessão falaremos do livro "Pipocas com telemóvel e outras histórias de falsa ciência".


O Autor


Doutorado em Física Teórica pela Universidade de Frankfurt (1982),é Professor de Física da Universidade de Coimbra. É autor de Física Divertida, Nova Física Divertida e co-autor de Darwin aos Tiros e Outras Histórias de Ciência, na Gradiva, entre muitos outros livros, alguns deles traduzidos e publicados no estrangeiro. Dirigiu a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e dirige o Rómulo - Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra. Recebeu vários prémios e distinções, entre os quais o prémio Rómulo de Carvalho, o Globo de Ouro da SIC e Caras e a Ordem de Cristo.

O Livro

Este livro conta histórias de falsa ciência. Abundam as aldrabices científicas na internet, de que o vídeo que se mostra milho a transformar-se em pipocas devido à radiação de telemóveis é um bom exemplo. Também há muitas tretas nos media, a começar pelos horóscopos e pelas descobertas no inesgotável campo das Ciências Engraçadas. As prateleiras de supermercado estão recheadas de falsas promessas de medicina preventiva, das quais uma das mais delirantes foi revelada pelo escândalo «iogurtegate». Mas, pasme-se, a falsa ciência também é praticada e ensinada nalgumas escolas e está bem mais presente do que se julga na área da saúde. Nem as revistas científicas escapam, pois também aí se encontra uma boa colecção de fraudes que mais cedo ou mais tarde acabaram por ser descobertas. Não há lugares seguros. A segurança terá de estar no leitor: com uma atitude crítica, poderá evitar muitos contratempos e poupar dinheiro. Lembre-se de que a ciência assenta na observação, na experiência e na correcção de erros, e não nas palavras de pretensas autoridades que nunca aceitam ser corrigidas. Não se deixe enganar!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

À conversa com... Fernando Dacosta


No próximo dia 18 de setembro, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor Fernando Dacosta. Nesta sessão será apresentado o seu mais recente livro intitulado "Viagens Pagãs".


  Fernando Dacosta, romancista, dramaturgo, conferencista e jornalista, nasceu em Angola, de onde foi, em criança, para o Alto Douro. Fixado em Lisboa, cursou Letras e iniciou-se no jornalismo e na literatura. Integrou as redacções de órgãos de comunicação como a "Flama", "Diário de Lisboa", "Diário de Notícias", "O Jornal", "Público" e "Visão". Tem mais de vinte e cinco obras publicadas, que se repartem por vários géneros: reportagem, teatro, romance, narrativa e conto. Em 1995 foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique e, em 2013, eleito sócio-correspondente da Academia das Ciências, Secção de Letras, de Lisboa. «VIAGENS PAGÃS», sua última obra (Abril de 2015), que servirá de mote para "dois dedos de conversa", reúne sete crónicas – um documento comovente sobre a adolescência vivida no Douro vinhateiro, uma reportagem fenomenal sobre a ilha do Corvo, microcosmo especial de portugalidade insular e loucura sã, uma crónica mais curta sobre a vivência mineira, uma reflexão notável sobre Marrocos e a história portuguesa no Norte de África e uma viagem de moto por Angola e Moçambique. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

À conversa com... Raquel Ochoa

No próximo dia 19 de julho, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com a escritora Raquel Ochoa. Nesta sessão será lançado o seu mais recente livro intitulado "As Noivas do Sultão".


A Autora
Lisboa, 1980. Licenciou-se em Direito. O seu primeiro romance, A Casa-Comboio, que retrata a saga de uma familia indo--portuguesa, foi galardoado com o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luis, tendo sido também editado em ltália. Seguiram-se Sem Fim a Vista — A Viagem, uma obra sobre a luta de um doente cardíaco contra a morte, e Mar Humano, que decorre nos bastidores da imprensa e que constitui uma reflexão sobre os desafios do jornalismo que actualmente se pratica. Publicou as biografias A Infanta Rebelde, uma obra que testemunha o percurso da vida singular e apaixonante da Infanta D. Maria Adelaide de Bragança, e Bana — Uma vida a Cantar Cabo Verde, a biografia do famoso cantor e embaixador da música cabo-verdiana.


Repórter de viagens, é ainda autora de O Vento dos Outros, que resulta de uma jornada de muitos meses por diversos países da América do Sul. No âmbito das «Viagens de Autor» promovidas pela agência Pinto Lopes, dirige grupos em expedições pelo Peru, Bolívia, Cabo Verde ou pela Índia Portuguesa. O resultado das suas inúmeras viagens pode ser lido em www.omundoleseaviajar.blogspot.com.

É colaboradora habitual de diversos jornais e revistas.

O Livro
Em 1793, Marrocos encontrava-se em guerra. Abdessalam, o filho designado pelo imperador para o suceder, pediu à sua mulher, à família real e às concubinas que saíssem de Casablanca. A viagem até Rabat não deveria demorar mais do que dois ou três dias, mas uma tempestade arrastou as embarcações para o Atlântico. Depois de quase perecer num naufrágio, a comitiva marroquina chegou à ilha da Madeira e depois aos Açores. Ali, foi obrigada a aceitar a ajuda de experientes marinheiros portugueses que a guiou até Lisboa, onde chegou bastante debilitada. Na capital do reino, mandatado pela rainha D. Maria I, Frei João de Sousa, um prestigiado arabista membro da Academia das Ciências, mediou os encontros diplomáticos, tornando-se o homem que mais privou com as princesas marroquinas.

Mas a presença da inusitada comitiva estendeu-se por mais tempo do que o esperado e dentro do grupo de concubinas nem todas pareciam querer, afinal, voltar a Marrocos.

Conversa com Afonso Reis Cabral


No passado dia 19 de junho, a conversa com Afonso Reis Cabral foi assim...









segunda-feira, 18 de maio de 2015

À conversa com... Afonso Reis Cabral

No próximo dia 19 de junho, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor Afonso Reis Cabral para apresentação do seu livro intitulado "O Meu Irmão", vencedor do Prémio Leya 2014.
 
O Autor
Afonso Reis Cabral nasceu em Lisboa em 1990 e cresceu no Porto. É o quinto de seis irmãos. Escreve desde os 9 anos. Em 2005 publicou o livro Condensação, no qual reuniu poemas escritos até aos 15 anos. Publicou textos em diversos periódicos. Em 2008 ficou em 8.º lugar no 7th European Student Competition in Ancient Greek Language and Literature, entre mais de 3500 concorrentes de 551 escolas europeias e mexicanas. Foi o único português a concorrer. É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo recebido o Premio Mérito e Excelência atribuído ao melhor aluno do curso. Na mesma instituição fez o mestrado em Estudos Portugueses com a dissertação A Orquestra Oculta – Os Estudos da Consciência e a Literatura. Foi bolseiro no Centro de História da Cultura (FCSH-UNL), onde desenvolveu investigação sobre a editora Romano Torres. Trabalhou como revisor em regime freelance e desempenha actualmente as funções de editor.
 

A Obra
Com a morte dos pais, é preciso decidir com quem fica Miguel, o filho de 40 anos que nasceu com síndrome de Down. É então que o irmão – um professor universitário divorciado e misantropo – surpreende (e até certo ponto alivia) a família, chamando a si a grande responsabilidade. Tem apenas mais um ano do que Miguel, e a recordação do afecto e da cumplicidade que ambos partilharam na infância leva-o a acreditar que a nova situação acabará por resgatá-lo da aridez em que se transformou a sua vida e redimi-lo da culpa por tantos anos de afastamento. Porém, a chegada de Miguel traz problemas inesperados – e o maior de todos chama-se Luciana.
Numa casa de família, situada numa aldeia isolada do interior de Portugal, o leitor assistirá à rememoração da vida em comum destes dois irmãos, incluindo o estranho episódio que ameaçou de forma dramática o seu relacionamento.
O Meu Irmão, vencedor do Prémio Leya 2014 por unanimidade, é um romance notável e de grande maturidade literária que, tratando o tema sensível da deficiência, nunca cede ao sentimentalismo, oferecendo-nos um retrato social objectivo e muitas vezes até impiedoso.