sexta-feira, 6 de maio de 2016

À conversa com... Ana Margarida de Carvalho

No próximo dia 27 de Maio, sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com a escritora Ana Margarida de Carvalho a propósito do seu mais recente livro intitulado  Não se pode morar nos olhos de um gato.

A Autora

Ana Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa, onde se licenciou em Direito pela Universidade de Lisboa.
O seu primeiro romance Que Importa a Fúria do Mar venceu por unanimidade o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB em 2013 e foi finalista de muitos dos principais prémios literários referentes à data de publicação.
As suas reportagens valeram-lhe uma dezena de distinções, entre as quais o Prémio Revelação Gazeta, do Clube de Jornalistas de Lisboa, e o Prémio Nacional Alexandre Herculano, do Clube de Jornalistas do Porto.
Repórter, cronista, guionista, crítica de cinema, tem contos espalhados por várias publicações e colectâneas, foi prefaciadora da reedição de Alexandra Alpha, de José Cardoso Pires (Relógio d'Água) e é co-autora, com Sérgio Marques, do livro infantil A Arca do É (Teorema). Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato, é o seu segundo romance.

O Livro

Em finais do século XIX, já depois da abolição da escravatura, um tumbeiro clandestino naufraga ao largo do Brasil.
Um grupo de náufragos atinge uma praia intermitente, que desaparece na maré cheia: um capataz, um escravo, um mísero criado, um padre, um estudante, uma fidalga e sua filha, um menino pretinho ainda a dar os primeiros passos... Todos são vencedores na morte, perdedores na vida.
O mar, ao contrário dos seus antecedentes quotidianos, dá-lhes agora uma segunda oportunidade, duas vezes por noite, duas vezes por dia.
Ao contrário do que pensam, não estão sós naquele cárcere, com os penhascos enquanto sentinelas, cercados de infinitos, entre o céu e o oceano. Trazem com eles todos os seus remorsos, todos os seus fantasmas. E mais difícil do que fazerem-se ao mar ou escalarem precipícios será ultrapassarem os preconceitos: os de raça, os de classe social, os de género, os de credo.
Para sobreviverem, terão de se transformar num monstro funcional com muitos braços e muitas cabeças; serão tanto mais deuses de si próprios quanto mais se tornarem humanos e conseguirem um estado de graça a que poucos terão acesso: a capacidade de se colocarem na pele do outro.


Depois do aplauso unânime a Que Importa a Fúria do Mar, Ana Margarida de Carvalho regressa à ficção com um romance poderoso, brilhante e avassalador.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

À conversa com ... João Ricardo Pedro

No próximo dia 22 de Abril, sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor João Ricardo Pedro a propósito do seu mais recente livro intitulado  Um postal de Detroit.


A Obra

Em Setembro de 1985 dá-se um choque frontal de comboios em Alcafache. Algumas das vítimas mortais, presas nas carruagens a arder, nunca chegam a ser identificadas. No dia seguinte, a mãe de Marta recebe um inesperado telefonema informando que a mochila da filha – estudante de Belas-Artes – apareceu entre os destroços.
Partindo dos cadernos de desenho de Marta – uma espécie de diários visuais que espelham um quotidiano tão depressa sórdido como maravilhoso –, o narrador deste romance tenta recriar os passos da irmã nos tempos que antecederam o acidente. E, enquanto o faz, dá-nos a conhecer um leque de figuras absolutamente inesquecíveis, entre as quais se contam prostitutas, boxeurs, polícias e assassinos, mas também anjinhos de procissão, médicos e senhoras da caridade. E, claro, ele próprio – o mais ausente dos cadernos de Marta.
Depois do celebrado O Teu Rosto Será o Último, que venceu o Prémio LeYa em 2011 e foi traduzido em cerca de dez línguas, incluindo chinês e árabe, João Ricardo Pedro regressa à ficção com um romance delirante e avassalador sobre a ténue fronteira que existe entre sanidade e loucura e os laços perturbadores que tantas vezes unem a vida à arte.

O Autor

João Ricardo Pedro nasceu na Reboleira a 18 de Agosto de 1973.Licenciou-se em Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico, tendo trabalhado mais de dez anos em Telecomunicações. Em 2009, encontrando-se desempregado por força da crise, começou a escrever o seu primeiro romance, O Teu Rosto Será o Último, que viria a ganhar o Prémio LeYa em 2011 e a ser um dos livros mais vendidos do ano. Traduzido em várias línguas, a obra alcançou o sucesso também fora de portas, especialmente em França, onde foi recomendada pelos livreiros e a imprensa não lhe poupou elogios, referindo o autor como a nova estrela da galáxia portuguesa. Tem sido convidado para numerosos encontros literários em Portugal e no estrangeiro. Depois de alguns contos publicados em revistas e jornais, Um Postal de Detroit é o seu segundo romance.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

À conversa com... Gonçalo Cadilhe

No próximo dia 4 de março, sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor Gonçalo Cadilhe

O Autor


Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968, cidade onde cresceu e que mantém como residência. Licenciou-se em Gestão de Empresas na Universidade Católica do Porto, em Setembro de 1992, fazendo parte da primeira "fornada" de licenciados deste curso. Durante os anos da Universidade frequentou também a Escola de Jazz do Porto. Depois de uma breve passagem pelo mundo da Gestão de Empresas, em Abril de 1993 começou a viajar e a escrever sobre viagens de forma profissional. Tem dez livros publicados e assinou três documentários de viagens para a RTP2. Organiza e acompanha mini-tours pelo globo em colaboração com a agência PLV (www.pintolopesviagens.com).

O livro

O livro de que falaremos destina-se todos os que sonharam já em viajar mas nunca souberam por onde começar nem nunca foram encorajados a partir. Destina-se a tipos gregários que nunca encontram companhia para viajar, para que fiquem a saber que a melhor companhia é a que se arranja viajando. Destina-se a mulheres independentes que irão descobrir que não precisam de um homem para nada se quiserem desaparecer pelo mundo durante uns tempos. Destina-se a pais cépticos ou preocupados por verem os filhos partir em viagem. Destina-se também a pais desesperados pela falta de maturidade dos filhos, que encontrarão aqui a melhor terapia de choque para os fazer crescer. E ainda, destina-se também a pais que partem em viagem deixando filhos invejosos e perplexos por os verem gozar a reforma com uma mochila às costas. Dos 7 aos 77 anos, nunca foi tão fácil viajar como agora. “O Mundo É Fácil” demonstra-o.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016