quarta-feira, 6 de junho de 2018

À conversa com ...JOSÉ MILHAZES

No próximo dia 29 de Junho (2018), sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o escritor e jornalista José Milhazes a propósito do seu  livro intitulado As Minhas Aventuras no País dos Sovietes.



O Autor

José Milhazes nasceu na Póvoa de Varzim em 1958. Tradutor de autores clássicos e políticos russos, tornou-se conhecido enquanto correspondente em Moscovo da SIC, TSF e jornal Público. Doutorado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é autor de vários livros. Vive em Moscovo desde 1977 e 2015. É atualmente correspondente da SIC e da RDP, colunista do Observador e professor universitário.

O Livro

«Naquela altura, mais precisamente no dia 9 de setembro de 1977, os comboios da linha Póvoa de Varzim-Porto (Trindade) ainda eram movidos a carvão e foi num deles que se iniciou, nessa data, a minha longa viagem ao País dos Sovietes.
[…] A mala era leve porque, além de não haver dinheiro para mais, eu estava convencido de que não se ia para o Paraíso Terrestre com a casa às costas, porque nesse lugar não costuma faltar nada, à excepção do pecado. 
Sim, eu ia viver na sociedade quase perfeita, na transição do socialismo desenvolvido para o comunismo.» José Milhazes

sexta-feira, 18 de maio de 2018

À conversa com... Rita Ferro

No próximo dia 25 de Maio (2018), sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com Rita Ferro  a propósito do seu mais recente livro intitulado Um amante no Porto.



A Autora

RITA FERRO nasceu em Lisboa, em 1955. Estudou Design, especializou-se em Marketing, foi professora de Publicidade e exerceu funções de direcção e consultoria em diversas empresas. Iniciou a sua carreira literária em 1990, arriscando um novo tipo de escrita feminina que, tendo obtido um enorme êxito e revolucionado o mercado literário português, conheceu inúmeros seguidores.
Criou um estilo e, com ele, um novo género. Distingue-se por uma técnica de narração mordaz e cativante, de grande versatilidade. Ao longo de mais de vinte anos, escreveu romances, cartas, biografias, livros de crónicas, literatura infantil e até uma peça de teatro. Além de presença regular na imprensa e na televisão, é cronista na rádio, júri literária e de festivais de cinema, e desenvolveu dois cursos inéditos: «Incentivo à Criação» e «Começar a Escrever». Em 2009, integrou o conselho consultivo da recém-criada Fundação António Quadros, Cultura e Pensamento, dedicada à memória de seu pai e avós.
Ao seu romance autobiográfico A Menina É Filha de Quem? (2011) foi atribuído o prémio PEN Clube Português de Narrativa.
Os seus livros estão editados em Espanha, no Brasil e na Croácia.
Um Amante no Porto (2018) é o seu mais recente romance.

A Obra


Uma história vibrante, escrita à desfilada, que segue a vida de Álvaro, um rapazinho do Porto, nascido de uma família burguesa da classe média, desde a escola primária até ao ensino universitário, passando pelas festas, o encontro com os «meninos da Foz» , o hóquei em patins e as bandas musicais do seu tempo, a paixão pelos cavalos e pelas mulheres, os grupos de estudantes e a Mocidade Portuguesa, até ao dia em que, já divorciado, encontra Zara, uma lisboeta livre, impetuosa e indiscreta, vinte anos mais nova, que pressente nele, por trás da aparente candura da sua história, uma verdade obscura que dificilmente aceitará.

Uma relação dura, sobressaltada e passional, feita de incerteza, de traição e de devassa, em que o amor se degrada com a desconfiança e onde quem esconde pode não encobrir tanto como quem indaga.

Um Amante no Porto é mais um surpreendente romance de Rita Ferro, que é também o retrato de uma época e uma profunda reflexão sobre o amor, no estilo directo e desafectado que é seu timbre inconfundível, com a competência narrativa a que já nos habituou.

segunda-feira, 26 de março de 2018

O dia 25 de Abril de 1974 é o tema d'A CONVERSA COM ... Dois "rapazes" que o protagonizaram e dois repórteres que o testemunharam


No próximo dia 20 de Abril, sexta-feira, às 21.30 h na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos falar sobre o dia 25 de Abril de 1974 e estar À conversa com... Adelino Gomes (jornalista), Alfredo Cunha (repórter fotográfico), Manuel Correia da Silva (furriel miliciano) e José Alves Costa (cabo apontador).





ADELINO GOMES

Jornalista durante 42 anos na rádio, na televisão e na imprensa escrita, e Provedor do Ouvinte da RDP (2008-2010).
Destacou-se como jornalista na cobertura da “Revolução dos Cravos”.
É co-autor, com Paulo Coelho e Pedro Laranjeira, do duplo álbum “O dia 25 de Abril”, relato dos acontecimentos militares no Terreiro do Paço e no Largo do Carmo e, com Alfredo Cunha do livro “Os rapazes dos tanques”.

Adelino Gomes doutorou-se em Sociologia (especialidade em Sociologia da Comunicação, da Cultura e da Educação) em 2011 pelo ISCTE-IUL.



ALFREDO CUNHA

Repórter fotográfico. Iniciou a sua carreira no “Notícias da Amadora” (1971) passando, depois, pelo “O Século” e o “Século Ilustrado” (1972), a “Agência Noticiosa Portuguesa – ANOP” (1977), e as agências “Notícias de Portugal” (1982) e “Lusa” (1987).
Cobriu, entre outros acontecimentos, o 25 de Abril de 1974, e foi fotógrafo dos Presidentes da República António Ramalho Eanes e Mário Soares.
Foi editor de fotografia em vários jornais e revistas, e tem publicados vários livros de fotografia.




MANUEL CORREIA DA SILVA

Furriel miliciano que, no dia 25 de Abril de 1974, comandou a chaimite “Bula” que transportou Marcelo Caetano e ministros do regime deposto para a Pontinha a caminho do exílio.
Foi, depois, empresário gráfico, até a doença o obrigar a abandonar a actividade (2011).







JOSÉ ALVES COSTA

Cabo apontador do carro de combate M 47 que, no dia 25 de Abril de 1974, desobedeceu às ordens do brigadeiro Junqueira dos Reis para disparar sobre a coluna de Santarém comandada por Salgueiro Maia.
José Alves Costa reformou-se como funcionário da fábrica de pneus Continental Mabor.



E falaremos do Livro "Os rapazes dos tanques"  - Histórias na primeira pessoa dos cavaleiros que em 1974 derrubaram a ditadura.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

À conversa com ... Mário Augusto

No próximo dia 9 de Março (2018), sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com Mário Augusto  a propósito do seu mais recente livro intitulado Caderno Diário da Memória: novos apontamentos da Sebenta do Tempo.

O Autor

Mário Augusto nasceu em março de 1963, em S. Félix da Marinha, perto de Espinho.
É jornalista de televisão desde 1986, autor e apresentador de vários programas de divulgação de cinema.
Começou a carreira no jornal "O Comércio do Porto". Colaborou no "se7e", na revista "Sábado" e no "Público".
Foi um dos fundadores da "SIC". Trabalhou como radialista na "Rádio Comercial", na "Antena 1", na "Antena 3" e na "Rádio Nova", no Porto.
É o jornalista português que mais estrelas de cinema entrevistou para televisão, contando mais de 2 mil entrevistas ao longo de 28 anos.
Fundou e dirigiu a revista "Cinemania".
Realizou e produziu documentários já premiados, foi autor de argumentos para televisão. Na RTP criou e dirige o projecto Academia RTP, destinado a formar e a descobrir novos criadores de audiovisual.
Coordena e apresenta o mais antigo magazine de cinema da televisão portuguesa, o "Janela Indiscreta".
É casado e pai de 3 filhos. Vive onde sempre viveu, em Espinho, uma paisagem à beira-mar que não troca por nada.


O Livro

O baú das memórias não tem fundo. E quando se começa a vasculhar lá dentro, é difícil parar. Se pensou que ficou tudo dito (e recordado) na Sebenta do Tempo, desengane-se. Mário Augusto tem uma memória prodigiosa e promete fazê-lo recordar-se até do cheiro do dinheiro antigo. Ainda se lembra quanto custava um bitoque? A festa que se podia fazer com 20 escudos? Como é que se construía um papagaio de papel? Então e o depilatório Taky? Ainda há muito que recordar, e vai ver que gosta da viagem! «Há um ano, chegava-lhes às mãos "A Sebenta do Tempo". Fui surpreendido pela excelente receção que teve e, por isso, decidi continuar a vasculhar no baú das recordações, tirando notas para passar a limpo as folhas do nosso "caderno diário da memória".

O Gabriel Garcia Márquez disse: "Aquele que não tem memória arranja uma de papel." Não quero que este livro tenha essa função, mas sim que nos proporcione uma bela viagem ao que deixámos para trás. A "Sebenta" e o "Caderno" complementam-se, tudo passado a limpo para não apagar com a borracha do tempo. Divirtam-se, que eu cá diverti-me!"