segunda-feira, 15 de abril de 2019

À conversa com... Sérgio Godinho

No próximo dia 26 de Abril (2019), sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com SÉRGIO GODINHO a propósito do  seu mais recente livro intitulado "Estocolmo".


O Autor

Sérgio Godinho nasceu no Porto e aí viveu até aos vinte anos, altura em que saiu de Portugal. Estudou Psicologia em Genève durante dois anos, antes de tomar a decisão «para a vida» de se dedicar às artes. Foi ator de teatro e começou a exercitar a escrita de canções nos finais dos anos 1960. É de 1971 o seu primeiro álbum, Os Sobreviventes, seguido de mais trinta até aos dias de hoje. Sérgio Godinho é um dos músicos portugueses mais influentes dos últimos quarenta e cinco anos. Sobre si próprio disse: «Não vivo se não criar, não crio se não viver. Essa balança incerta sempre foi a pedra de toque da minha vida.» O seu percurso espelha, precisamente, essa poderosa interação entre a vida e a arte. Voz polifónica, Sérgio Godinho levou frequentemente a sua escrita a outras paragens. Guiões de cinema (Kilas, o Mau da Fita), peças de teatro (Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, Eles!), séries de televisão, histórias infantojuvenis (O Pequeno Livro dos Medos), poesia (O Sangue por Um Fio), crónicas (Caríssimas Quarenta Canções), entre vários exemplos. Estreou-se na ficção com Vidadupla, um conjunto de contos publicado em 2014, a que se seguiu o seu primeiro romance, Coração Mais Que Perfeito, e agora Estocolmo.


A Obra

Quando Vicente responde ao anúncio de um quarto para alugar, descobre que a senhoria é Diana Albuquerque, a célebre pivô do telejornal das oito. A estupefação inicial do estudante - assim que ela lhe abre a porta - rapidamente se transforma numa forte atração mútua. Diana tem o dobro da idade de Vicente, mas é bela, sensual e respira aquela serena autoridade que conquista o espectador mais renitente. Vicente muda-se para casa de Diana, ocupando o quarto no sótão; e Diana ocupa-lhe a cama. Mas não é apenas a mulher complexa e carente que depressa mostra ser; fazendo jus ao nome, Diana é também uma predadora.
E, uma manhã, Vicente acorda para a estranha realidade de estar trancado no seu novo quarto. É vítima de sequestro, mas está apaixonado pela sua sequestradora. Finalmente, a entrada em cena da mãe de Diana - tão bela quanto a filha - vai mudar tudo.

quinta-feira, 28 de março de 2019

À conversa com José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz

A conversa com José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz, na sessão de apresentação do livro "A Queda de Salazar" por José Pacheco Pereira, no passado dia 22 de Março (2019) foi assim:









terça-feira, 19 de março de 2019

À conversa com... José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz

No próximo dia 22 de Março (2019), sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com os jornalistas JOSÉ PEDRO CASTANHEIRA, ANTÓNIO CAEIRO e NATAL VAZ numa sessão de apresentação do livro intitulado "A queda de Salazar: o princípio do fim da ditadura", que será apresentado por JOSÉ PACHECO PEREIRA. 


OS AUTORES


José Pedro Castanheira (Lisboa, 1952) é jornalista profissional desde 1974. Tem formação em Economia e uma pós-graduação em Jornalismo. Trabalhou em jornais como A Luta, O jornal e, durante 28 anos, o Expresso. Tem-se dedicado à grande reportagem e ao jornalismo de investigação, e ganhou alguns dos mais prestigiados galardões atribuídos em Portugal, entre os quais o Prémio Nacional de Reportagem de Imprensa (1993) e o Grande Prémio Gazeta (2002). É autor de uma dezena de livros, nomeadamente Quem Mandou Matar Amílcar Cabral? (1995, editado também em Itália e França); Macau: Os últimos cem dias do império (2000); A Filha Rebelde (com Valdemar Cruz, 2003, editado também em Espanha); Os Dias Loucos do PREC (com Adelino Gomes, 2006); e Jorge Sampaio: uma biografia (2 vols., 2012/2017).

António Caeiro (Moscavide, 1949) é jornalista profissional desde 1975, com experiência em jornais diários, rádio e semanários. Ingressou em 1978 na agência noticiosa ANOP, antecessora da Lusa, onde trabalhou até 2015, tendo passado por Cabo Verde (dois anos) e depois por Pequim (19). É autor de três livros: Pela China Dentro: Uma viagem de doze anos (2004), Novas Coisas da China (2013) e Peregrinação Vermelha (2016).

Natal Vaz (Lisboa, 195o) é licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa. Entrou para a redação do diário A Capital em 1972. Foi cooperante em Cabo Verde, na revista Mudjer (1984-85). Trabalhou no jornal Página Um, na ANOP e, desde 1987, na agência Lusa, onde foi editora-adjunta das secções África e Internacional, bem como redatora principal. Integrou a direção do Sindicato dos Jornalistas, o extinto Conselho de Imprensa e a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.




O LIVRO

“Governou Portugal durante quase quatro décadas, mas nunca se deu a conhecer. A sua opção foi mesmo a de esconder tudo, de todos. O presidente do Conselho não prestava contas do que fazia, nem de como vivia.
Salazar acabou por ser afastado na sequência da queda de uma cadeira, no forte onde passava férias. Foi em setembro de 1968. Operado de urgência ao cérebro, quase recuperou, mas dias depois sofreu um AVC. Esteve em coma, melhorou e voltou para a residência oficial do presidente do Conselho. Até morrer, quase dois anos mais tarde, ninguém ousou dizer-lhe que já não era ele quem mandava, numa farsa só possível num país dominado pelo medo e pela censura. O sucessor — Marcello Caetano — não conseguiu impor-se e, sem o seu fundador, a ditadura não sobreviveu muito mais tempo.
Este livro retrata um ditador singular, que defendeu um império do Minho a Timor mas nunca visitou nenhuma colónia, só saiu do país para se encontrar com Franco em Espanha e andou uma única vez de avião para ir ao Porto.
Escrito e investigado por três jornalistas, descreve também o Portugal triste e pobre daquela época, apoiado em mais de uma centena de testemunhos, revelando episódios até agora desconhecidos sobre a governação de Salazar e a sua vida.”

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A conversa com Júlio Machado Vaz foi assim....

A conversa com o Professor Júlio Machado Vaz, na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, no dia 8 de Fevereiro (2019) pelas 21.30 horas, foi assim:

 Mensagem que o Professor Júlio Machado Vaz deixou:

 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

À conversa com ... JÚLIO MACHADO VAZ e INÊS MENESES

No próximo dia 8 de Fevereiro (2019), sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com JÚLIO MACHADO VAZ e INÊS MENESES a propósito do  livro O AMOR É.



Júlio Machado Vaz


Nasceu no Porto, em 1949. Médico psiquiatra,  professor universitário e autor de quase vinte livros, colabora há várias décadas com a imprensa, a rádio e a televisão.

De entre os livros que publicou, destaca-se Era uma Vez um Professor; na rádio, marcou gerações com O Sexo dos Anjos; e, na televisão, ninguém esquece Sexualidades.



Inês Meneses

Nasceu em Lisboa, em 1971, mas cresceu em Mindelo. Estreou-se em rádio em Vila do Conde, esteve doze anos na TSF e está na Radar há treze. Colabora com a Antena 1 e com o Expresso. Assinou na imprensa a crónica O Sexo e a Cidália durante mais de dez anos. Publicou recentemente o livro Amores Impossíveis.


*****


«A transversalidade, a inteligência e a tentativa da compreensão dos outros são as marcas do livro. O Júlio não apostou, em minha opinião bem, na biologia e no darwinismo puro e duro. Por exemplo, quando surgiram as histórias dos  cancros de Brel e Jojo e o suícidio da filha de Serge Reggiani, decidiu não utilizar os conceitos da antropologia/psicologia evolutiva. Ainda bem que o professor de antropologia médica resistiu à deformação profissional. É verdade que fez uma incursão com muita graça sobre a monogamia e a poligamia; e que os diálogos têm algumas peças, raras, quase brejeiras, engraçadíssimas, protegidas pela cumplicidade e a delicadeza. A opção foi contar as histórias das pessoas no mundo das emoções, dos sentimentos, da consciência e da vida. É isto "O Amor É".»

Do Prefácio de Manuel Sobrinho Simões

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

À conversa com... ALFREDO CUNHA

No próximo dia 30 de Novembro (2018), sexta feira, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, vamos estar à conversa com o fotojornalista Alfredo Cunha a propósito do seu  livro, recentemente editado,  intitulado Retratos: 1970 - 2018.


O autor

Alfredo de Almeida Coelho da Cunha nasceu em Celorico da Beira em 1953. Começou a carreira profissional ligado à publicidade e fotografia comercial em 1970. Tornou-se colaborador do jornal Notícias da Amadora em 1971. Ingressou nos quadros do jornal O Século e O Século Ilustrado (1972), na Agência Noticiosa PortuguesaANOP (1977) e nas agências Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). Foi fotógrafo oficial do presidente da República António Ramalho Eanes, entre 1976 e 1978. Em 1985, foi designado fotógrafo oficial do presidente da República Mário Soares, cargo que exerceu até 1996. Foi editor de fotografia no jornal Público entre 1989 e 1997, altura em que integrou o Grupo Edipresse como editor fotográfico. Em 2000, tornou-se fotógrafo da revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Entre 2003 e 2012, foi editor fotográfico do Jornal ola e director de fotografia da agência Global Imagens. Actualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projectos editoriais. A sua primeira grande reportagem foi sobre os acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974. Alfredo Cunha recebeu diversas distinções e homenagens, destacando-se a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1995) e as menções honrosas atribuídas no Euro Press Photo 1994 e no Prémio Fotojornalismo VisãoBES 2007 e 2008. Realizou várias exposições individuais e colectivas de fotografia, como Da Descolonização à Cooperação (1983) e (1974), e já publicou dezenas de livros de fotografia.





A obra

O PRIMEIRO GRANDE ÁLBUM DE RETRATOS DE ALFREDO CUNHA: ROSTOS QUE CONTAM MEIO SÉCULO DA VIDA DE UM PAÍS.

A começar em Amélia Rey Colaço e a terminar em Zé Pedro, passando por imagens que já fazem parte da história de Portugal — como o icónico retrato de Salgueiro Maia —, Alfredo Cunha reúne agora em livro o trabalho de uma vida, que é, afinal, de muitas vidas, de muitos rostos, de muitos momentos e protagonistas de um país, num período que vai de 1970 até 2018.

«Os retratos são uma questão fundamental do trabalho do Alfredo Cunha. Não estou a forçar a nota porque dá jeito para este livro, até porque conheço a fundo o interesse total dele na reportagem, que principia antes da casa de partida. Enche-se de perguntas primeiro e então lá vai. Acontece ficar insuportável para quem está à volta, incluindo o repórter da escrita. Há casos relatados pelo próprio, não é má-língua minha, e confesso que nunca assisti a esses episódios. O que já vi é que ele fica como que esfomeado por fotografar obsessivamente e tudo o que a história pode conter. Mesmo neste afã, quando vemos as fotografias está lá a atenção aos rostos, aos olhares, às pessoas. Folheio mais uma vez os inúmeros livros que publicou e penso: ele conta histórias através das pessoas.» — Ana Sousa Dias