quarta-feira, 26 de junho de 2013

À conversa com... Nuno Camarneiro

No próximo dia 19 de Julho, às 21.30 horas, na Biblioteca Municipal, iremos conversar com Nuno Camaneiro a propósito do livro "Debaixo de algum céu" (Prémio LeYa 2012).



Nuno Camarneiro nasceu na Figueira da Foz em 1977. Licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) e doutorou-se em Ciência Aplicada ao Património Cultural pela Universidade de Florença. Actualmente desenvolve a sua investigação na Universidade de Aveiro e é docente no Departamento de Ciências da Educação e do Património da Universidade Portucalense.
 
Em 2011 publicou o seu primeiro romance, No Meu Peito Não Cabem Pássaros, saudado pela crítica, publicado também no Brasil e cuja tradução francesa está prevista para breve. Foi o primeiro autor escolhido pela Biblioteca Municipal de Oeiras, parceira portuguesa da iniciativa, para participar no Festival do Primeiro Romance de Chambéry, França. Publicou um texto na prestigiada Nouvelle Revue Française na rubrica Un mot d’ailleurs e tem diversos contos em revistas nacionais e estrangeiras.
 
 
 
 

Sinopse do livro
 
Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças – vizinhos que se cruzam mas se desconhecem – andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive.

Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir.

A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens – como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho.

Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer – e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem. Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos.
Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, Debaixo de Algum Céu – obra vencedora do Prémio LeYa em 2012 – retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.


Da Declaração do júri da Prémio LeYa 2012:

«A escrita é precisa e flui sem ceder à facilidade, mas reflectindo a consciência de um jogo entre o desejo de chegar ao seu destinatário, o leitor, e um recurso mínimo a artifícios retóricos em que só uma sensibilidade poética eleva e salva a banalidade e os limites do quotidiano.
O júri destacou nesta obra o domínio e a segurança da escrita, a coerência com que é seguido o projecto, a força no desnho das personagens e a humanidade subjacente ao que poderá ser lido como uma alegoria do mundo contemporâneo.»

Manuel Alegre (Presidente), José Carlos Seabra Pereira,
José Castello, Lourenço do Rosário, Nuno Júdice,
Pepetela e Rita Chaves

segunda-feira, 24 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

À conversa com... Domingos Amaral

No próximo dia 21 de Junho, às 21.30 horas, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal, vamos estar à conversa com DOMINGOS AMARAL a propósito do seu livro O RETRATO DA MÃE DE HITLER.


 

O Livro


No mesmo dia em que Hitler morreu, 30 de abril de 1945, um coronel das SS chamado Manfred apodera-se de um valioso tesouro nazi, roubando um cofre em Munique, que contém alguns bens pessoais do próprio Führer, entre os quais uma pistola dourada e o retrato da mãe de Hitler.

Perseguido pelos judeus, Manfred acaba por chegar a Portugal, onde irá tentar vender o seu tesouro aos colecionadores de relíquias nazis.

Jack Gil Mascarenhas Deane já não trabalha para os serviços secretos ingleses, pois a guerra acabou, mas a chegada do seu pai a Lisboa vai alterar a sua vida. O pai é um colecionador de tesouros nazis e vai obrigar Jack Gil a ajudá-lo na sua demanda pelos valiosos artefactos, que muitos nazis, como Manfred, tentam vender em Lisboa, antes de fugirem para a América do Sul. Dividido entre o desejo de ajudar o pai e o desejo de partir de Lisboa, Jack Gil está também dividido nos seus amores, pois embora esteja apaixonado por Lui¬sinha, uma portuguesa que adora cinema e acredita na democracia, fica perturbado pelo regresso de Alice, o seu amor antigo, uma mulher duvidosa, misteriosa mas entusiasmante, que fora a sua paixão de uns anos antes, e que desaparecera certa noite da sua vida.

 

 

O Autor

 

Domingos Amaral nasceu a 12 de outubro de 1967, em Lisboa. É casado e pai de quatro filhos. Formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, onde é atualmente professor da cadeira de Economia do Desporto, tem também um mestrado em Relações Económicas Internacionais pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Durante muitos anos foi jornalista, primeiro no jornal O Independente, onde trabalhou 11 anos; tendo depois sido diretor das revistas Maxmen, durante sete anos, e GQ, por quatro anos. Além disso colaborou como cronista em diversos jornais e revistas. Já tem sete romances publicados, todos na Casa das Letras: Amor à Primeira VistaO Fanático do SushiOs Cavaleiros de São João Baptista,Enquanto Salazar Dormia (já editado no Brasil, Polónia e Itália), Já Ninguém Morre de AmorQuando Lisboa Tremeu (também editado no Brasil) e Verão Quente. Editou igualmente o livro de crónicas Cozido à Portuguesa, e um livro sobre economia do futebol, com o título Porque é que o FC Porto é campeão e o Benfica só ganha Taças da Liga?